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Lei Geral de Proteção de Dados vai mudar modelos de negócio

Lei Geral de Proteção de Dados vai mudar modelos de negócio

Lei Geral de Proteção de Dados vai mudar modelos de negócio

“Seja data-driven e não data-hungry. A ação de coletar informações de forma sem controle ou especifica vai acabar. A Lei traz o princípio da necessidade. Crie um plano de ação em conformidade com a LGPD”, alertou Fernando Dulinski, da Unbroken, ao público presente no F1 dia 16 de abril.  Dulinski trouxe informações sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em 2020 e vai impactar as agências digitais e toda a cadeia de utilização de dados dos consumidores para comunicação.

 

O palestrante destacou que a nova lei vai mudar os modelos de negócio, pois é baseada em dois pilares: jurídico e de segurança da informação. Ele alertou para a importância das agências estarem atentas às ferramentas de e-mail marketing e inbound marketing para o cumprimento da lei, que será válida para todo o mercado público e privado.

 

Atualmente no Brasil são criados mais de 2 milhões de malwares por dia e o país registra 54 crimes cibernéticos por minuto. A lei vem para coibir crimes e trazer mais segurança às pessoas. Com isso, surge um novo profissional nas empresas, o DPO (Data Protection Officer), que será responsável pela proteção dos dados. “Ele deverá disseminar a cultura de proteção de dados e ser o interlocutor com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão criado pelo governo”, explicou Dulinski.

 

Muitas foram as dúvidas dos participantes em relação a responsabilidade de cada “ator” em todo o processo de comunicação: ferramentas, agências e clientes. O fato é que a lei prevê que deve ficar claro ao consumidor o uso e as finalidades do uso dos dados dele. Outra questão levantada pelo palestrante, que deverá ser trabalhada nas empresas, é a cultura de proteção de dados. “Cultura é a embalagem de tudo, tem que ser a espinha dorsal da organização, uma rotina. Não é engessar a empresa, mas dar mais autonomia e liberdade para boas práticas”, disse. Para ele, a lei deve ser vista como uma oportunidade positiva de estreitar relacionamento com os clientes, em grupos menores, porém mais ricos e focados.  

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