Faça parte da ABRADi-RS, a entidade que representa os interesses das empresas gaúchas desenvolvedoras de serviços digitais.
A pergunta é recorrente e até legítima, pois perdi a conta de quantas vezes ouvi essa pergunta e muitas vezes, como empresário, fiz as contas da economia em cancelar os pagamentos das diversas entidades empresariais que minha empresa participa. Entender e participar do movimento associativo exige uma reeducação e maturidade do empreendedor. De imediato há um choque de realidade entre a forma de atuar dentro da própria empresa e dentro da entidade que a representa. A crítica é fácil e o lugar na arquibancada confortável.
Entidades são locais de encontros de concorrentes. E são, por natureza, muito mais lentas que uma empresa. Avançam mais devagar. Mas, por um terreno que a empresa sozinha não consegue sequer avançar. Paradoxos. Por vezes são deles que uma entidade é feita.
A Associação Brasileira de Agências Digitais (ABRADi) nasceu há 7 anos atrás da iniciativa de empresários do sul do país. Preparavam a primeira reunião dos poucos associados que fundariam um movimento associativo inédito para o mercado digital quando o Cesar Paz, CEO da AG2 Publicis Modem, me convidou para ser, com o provedor que eu representava na época, o primeiro patrocinador da entidade. Aceitei na hora. Questionado pelos sócios do provedor do porque investir numa entidade que tinha apenas dois associados respondi: porque temos que estar lá.
É a mesma resposta que sempre dou quando me fazem a pergunta do título acima. Há que se investir tempo e dinheiro na entidade que representa os interesses de sua empresa. Não há melhor caminho ou, ainda, atalho mais evidente para se compreender o todo do ambiente em que atuamos. Mais além, não há outro caminho para se estabelecer uma pauta política e de legislação que afete o dia a dia e o faturamento de sua companhia. Ainda através do networking é possível conhecer concorrentes, muitas vezes “coopetidores”, acessar oportunidades de negócios e compreender a similaridades entre dificuldades empresariais.
E quando a sua entidade ganha representatividade tendo mais associados e, consequentemente, mais investimentos, é possível fazer muito mais. Gerar pesquisas de mercado e levantamento de dados que documentem crescimento, dificuldades, evolução e até mesmo mão de obra. Nesta linha ainda é através de sua entidade que se pode fomentar o meio acadêmico de forma a qualificar e aumentar a mão de obra disponível para o setor. Para fechar é ainda por uma entidade empresarial que podemos trazer personalidades nacionais e internacionais para trazer seu conhecimento em eventos, somente viáveis pela união do todo num esforço para todos.
Todas as demandas acima eu pude acompanhar em 7 anos de ABRADi. Juntos, entendemos melhor um mercado quase tão novo quanto a própria entidade. Juntos, interferimos por diversas vezes em Brasília alterando o curso político de temas para os quais somos especialistas. Muitas vezes unidos com outras entidades. Trocamos experiências.
Unindo as forças da ABRADi geramos o Censo Digital, que aponta todos os anos a evolução do nosso mercado e mapeamos os salários que pagamos no mercado brasileiro. Fizemos em diversas praças convênios e acordos com o meio acadêmico ligando de forma mais rápida e eficaz a formação de mão de obra com o mercado. E foi através da união de várias empresas do mercado digital que trouxemos ao Brasil Chris Anderson, Erik Qualman, Pierry Levy e levamos a diversos estados dezenas de especialistas brasileiros.
E sim, isso ainda é muito pouco. Muito lento. Crítica fácil. Mas é muito mais e muito mais rápido do que uma empresa sozinha jamais poderia realizar. E num mercado que envolve uma internet pulsante, com novidades sendo incensadas numa velocidade muito superior ao uso e compreensão de empresas e consumidores, num inchar e esvaziar de bolhas por todos os lados uma entidade do setor passa a ser ainda mais crucial. Obrigatória. Um ônus do empresário e um bônus da empresa.
Lugar de empreendedor digital não é na arquibancada, é dentro do gramado. No jogo. Na empresa ele faz seu resultado, na entidade ele constrói seu mercado num ciclo sem fim de fins e meios.
Até hoje não consegui calcular quanto custa para mim e minha empresa se envolver tanto com o associativismo digital. Mas consegui calcular quanto custaria estar fora dele.
Caro, muito caro.

Por Jonatas Abbott, presidente da ABRADi
Conheça mais sobre Redes Sociais e Mercado de trabalho:
Entrevista dada pela presidente da ABRADi-RS Lívia Lampert à Tv Camera.
Era pra ser sobre Internet. Mas todo discurso sobre a importância da Internet, hoje, é como pregar para convertidos. É chover no molhado. Esta fase já passou, ao menos para a maioria. Também poderia ser sobre o como usar a Internet, que me parece ser a fase atual do mercado: a da preocupação de não somente aderir às novidades, mas também dominar e fazer uso das novas mídias e interagir com naturalidade em redes sociais digitais. Ou, mais difícil ainda, saber aproveitar todas as novas maneiras de comunicar e interagir, em suas diversas formas, espaços e linguagens. De obter, enfim, o aproveitamento pleno de tudo isto. Mas não, também não é sobre o como. O ponto crucial, acredite, é a adaptação a um paradoxo.
E este é um desafio particularmente difícil de enfrentar, por ser um desafio de difícil percepção. Ele tem permanecido oculto sob a névoa – densa e espessa – do desafio anterior, do parágrafo acima, a missão do como usar. De, mais do que participar da (r)evolução, tirar proveito dela. Os esforços têm sido direcionados para o aproveitamento da Internet e do máximo das suas possibilidades, para sua integração harmoniosa ao planejamento estratégico, etc, etc.. Tudo isso é fundamental, necessário e correto, mas insuficiente. E este envolvimento e esforços são tamanhos, que acabam por bloquear a visão para a urgência de corrigir algo que tem ocorrido em paralelo.
Estabelecer com competência e adequadamente a almejada “presença digital” (termo que considero absolutamente limitante e sempre que posso substituo por “atuação digital”), resolve a questão de acompanhar o contexto, de estar up to date, mas não mexe no cerne das empresas, nem na personalidade das marcas. E é precisamente este o problema. Nunca as marcas estiveram tão vulneráveis às reações, opiniões e manifestações dos seus públicos-alvo. Nunca foi tão necessário ouvir, dialogar e interagir, em vez de apenas falar. Nunca antes as marcas tiveram a chance de aprender tanto sobre elas mesmas e sobre a percepção que delas temos. Nunca foi tão importante, por consequência, mudar a postura. E mudar na direção das pessoas. As marcas precisam passar por um processo de humanização, diante deste atento e ativo público. É inacreditavelmente ingênuo e danoso usar as redes sociais tendo como política apagar os comentários negativos. Já não cola mais aparentar modernidade, se não houver disposição real para resolver os problemas dos clientes, de forma aberta, elegante e sincera. Espaços “oficiais” da marca perfeitos demais, em que só há elogios, já soam artificiais demais. Para o consumidor atual, a verdadeira beleza está na imperfeição. No autêntico. É preciso dar espaço – sem temores retrógrados – ao “erramos, mas queremos consertar”, quando ocorrer. E ocorrerá. Lide com isso, marca. Não há nada mais humano. E ser mais humano gera empatia.
Agora, veja você: o aumento da presença da Internet no nosso cotidiano e também no cenário corporativo foi tão grande e ao mesmo tempo deu às pessoas tanto poder, que o fator humano ganhou um peso que antes só podia ser visto na literatura sobre como tratar os clientes… Tanto é verdade, que adventos como o surgimento do CRM (Customer Relationship Management) não tiveram o reflexo real e esperado na vida do consumidor. Nunca se atendeu tão mal como nos últimos tempos!!! Já agora, com as redes sociais, o CRM é ao vivo e para todos verem. O SAC é no Twitter e no Facebook. A roupa suja está sendo lavada fora de casa! E aí resolve! Então, não fosse o avanço da Internet, tantas vezes acusada de isolar indivíduos e de enfraquecer os relacionamentos genuínos, não teríamos o contexto que temos. Os computadores, programas, tablets, aplicativos, redes e modems – todos tão máquina – justamente eles, forçam as marcas, antes tão soberanas e altivas, a tornarem-se cada vez mais humanas, francas, sinceras… e acessíveis.
Temos, então, o paradoxo da humanização das marcas pela tecnologia. O uso mais intenso da Internet e de seus recursos, traz embutida a obrigação – ou a oportunidade(!!!) – de desenvolver e acentuar características mais humanas. E as marcas que souberem adaptar-se a este paradoxo, como muitas e muitas já sabem, estarão efetivamente preparadas para crescer e continuar presentes nos corações e mentes dos seus consumidores. Só que agora, de uma forma muito mais próxima e participativa.
Por: Ricardo de Bem, diretor executivo da Divex e diretor da ABRADi-RS
Publicado no dia 26/03/2012, no caderno especial Marcas de quem decide – Jornal do Comércio
Geração Y ? Ou seria a X ? O fim do e-mail ? O futuro às rede sociais pertence ? Desde sempre o ser humano tem uma necessidade monofásica alarmante! Para existir a TV o cinema desapareceria pregavam os Y’s da década de 70, para a internet existir a TV desapareceria diriam os Y’s no início deste século. E a inocência numa busca por uma única mídia segue em frente e desaparecimentos como o dos blogs, dos banner’s, do videoclip e até mesmo do próprio site de internet já foram profetizados.
Quem dera assim fosse. A vida das empresas, e das pessoas, com poucas mídias (meios) seria muito mais fácil. E de fato já foi muito mais fácil. Mas a tecnologia evoluiu, nos uniu, nos separou e criou um enorme desafio para as empresas. O tema da hora chama-se Redes Sociais. Só nisso se fala, só isso se quer. Não á toa. As redes sociais deram voz ao consumidor e deram para a empresa um canal fantástico, real, para medir a satisfação e as necessidades do consumidor.
Sim, também as redes sociais criaram um novo meio (mídia ?) para campanhas de promoções diversas para as empresas, sem falar no engajamento de marca e produto e até mesmo do social commerce, dando poder de varejo a uma única pessoa. Campanhas. Uma palavra chave para a empresa, para as vendas. Uma palavra chave para o consumidor.
Mas não sejamos os inocentes do título. Não esqueçamos do site, a presença digital da nossa empresa. E sim, esqueça o preconceito ou a idade dessa mídia poderosa chamada e-mail marketing. Segunda maior origem dos 20 bilhões de reais vendidos online no Brasil em 2011 (a primeira é a busca, leia-se Google) e a principal mídia de conversão da Tecnisa, segundo matéria na revista Proxxima de março.
Sim, e-mail marketing vende e vende muito. Mas vamos um pouco além para não esquecer do Mobile Marketing. Afinal SmartPhones estão aí, ganhando mais atenção das pessoas muitas vezes do que o que acontece à sua volta. E vale lembrar que ler e-mail no SmartPhone facilitou a nossa vida, como navegar nas redes sociais nesse diminuto computador na palma da mão virou febre.
E chegamos a um cenário nada inocente, tão cheio de possibilidades quanto fascinante. Uma nova tendência se instala no marketing direto, esse cara tão antigo quanto atual. Começou, para variar, nos Estados Unidos e começa a se viralizar entre marketeiros digitais (e sociais) por aqui. O Social CRM vai virar palavra da moda, ou da hora, ou definitivamente o resultado. Não olhar tanto para a mídia em si, mas para a pessoa, para o consumidor, para o alvo.
Campanhas serão disparadas nas redes sociais a partir do relatório de cliques do e-mail marketing, mensagens por SMS chegarão para quem curtiu a fanpage da empresa, peças de e-mail marketing serão feitas sob medida para os evangelizadores da marca nas redes sociais. Cross Media ? Cruzamento de meios centralizando as ações e as informações a partir do consumidor. Um cenário real, que faz muito sentido.
Buscando a timeline, a caixa de entrada, a tela do telefone celular. Com pertinência e conteúdo, com segmentação de base. Com um tremendo resultado.
Internet dá resultado mas dá trabalho. E não é mais fácil como costumava ser no século passado. Ou, resumindo, a inocência acabou.
Por: Jonatas Abbott, diretor executivo da Dinamize e diretor da ABRADi-RS
Publicado no dia 26/03/2012, no caderno especial Marcas de quem decide – Jornal do Comércio.
É inegável a crescente importância das redes sociais em âmbito corporativo, principalmente para a geração de negócios e renda. Por isso, conforme o professor de Mídia Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul) Jessé Rodrigues, as empresas devem avaliar suas políticas de redes sociais, já que são propícias para destacar sua marca. "Os departamentos de Marketing e Estratégia devem vislumbrar as transações que podem ser feitas. Proibir o acesso por parte dos funcionários não é uma atitude que eu recomendo", afirma.
Lívia Lampert, presidente da Associação Brasileira de Agências Digitais, seccional do RS (Abradi/RS), sugere a regulamentação interna do uso das redes sociais como a melhor escolha por parte das corporações. "Não é a proibição que resolve, mas o aconselhamento. É preciso ditar diretrizes e fazer treinamento. As redes são ferramentas de comunicação tal qual era o telefone no fim do século passado", completa. Uma saída, de acordo com o professor de Marketing Digital da Business School São Paulo (BSP) Mario Faria, é a criação de regras de uso, como determinar o horário de acesso, o tempo de exposição e o conteúdo, bem como o controle do que for postado por parte da empresa. "Sou contra proibir o acesso. As empresas que bloqueiam as redes sociais desconhecem seu potencial. As pessoas precisam ser educadas. O funcionário não pode esquecer que ele está no trabalho e precisa mostrar rendimento."
A própria orientação jurídica para as empresas no intuito de resguardá-las de possíveis incomodações é de que elas devem fazer questão de entrar nas redes sociais. De acordo com o advogado especialista em Direito Digital Hélio Augusto Camargo Abreu, do escritório PPP Advogados, isso acaba gerando uma intimidade com os clientes. Assim, não há porque bloquear o acesso dos funcionários. "A gente recomenda que as empresas façam orientação e capacitação do funcionário", afirma.
JORNAL CORREIO DO POVO, PORTO ALEGRE, DOMINGO, 18 DE DEZEMBRO DE 2011
ENTREVISTA LÍVIA LAMPERT, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS AGENCIAS DIGITAIS RS
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=79&Caderno=8&Noticia=372389
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Representantes na ABRADi-RS:
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Representantes legais:
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Lívia Verdi Lampert
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